quarta-feira, 22 de junho de 2011

OS POVOS INDIGENAS DO BRASIL




Antes da chegada dos portugueses ao Brasil já existiam vários grupos indígenas habitando em nosso território, diante dessa variedade os índios brasileiros foram classificados segundo as línguas distintas, que são: Tupi, macro-jê, aruak e karib.

Observe abaixo as características das línguas e dos grupos indígenas que as falam.

Tupi: Os grupos indígenas de língua tupi eram as tribos tamoio, guarani, tupiniquim, tabajara etc. Todas essas tribos se encontravam na parte litorânea brasileira, foram os primeiros índios a ter contato com os portugueses que aqui chegaram.
Essas tribos eram especialistas em caça, eram ótimos pescadores, além de desenvolver bem a coleta de frutos.

Macro-jê: Raramente eram encontrados no litoral, com exceção de algumas tribos na serra do mar, eles eram encontrados principalmente no planalto central, neste contexto destacavam-se as tribos ou grupos: timbira, aimoré, goitacaz, carijó, carajá, bororó e botocudo.
Esses grupos indígenas viviam nas proximidades das nascentes de córregos e rios, viviam basicamente da coleta de frutos e raízes e da caça. Esses grupos só vieram ter contato com os brancos no século XVII, quando os colonizadores adentraram no interior do país.

Karib: Grupos indígenas que habitavam a região onde hoje compreende os estados do Amapá e Roraima, chamada também de baixo amazonas, as principais tribos são os atroari e vaimiri, esses eram muito agressivos e antropofágicos, isso significa que quando os índios derrotavam seus inimigos, eles os comiam acreditando que com isso poderiam absorver as qualidades daqueles que foram derrotados.
O contato dessas tribos com os brancos ocorreu no século XVII, com as missões religiosas e a dispersão do exército pelo território.

Aruak: Suas principais tribos eram aruã, pareci, cunibó, guaná e terena, estavam situados em algumas regiões da Amazônia e na ilha de Marajó, a principal atividade era os artesanatos cerâmicos.

Belle èpoque no Brasil



É mais um estado
de espírito

     Costuma-se definir Belle Époque como um período de pouco mais de trinta anos que, iniciando-se por volta de 1880, prolonga-se até a Guerra de 1914.
     Mas essa não é, logicamente, uma delimitação matemática: na verdade, Belle Époque é um estado de espírito, que se manifesta em dado momento na vida de determinado país.
     No Brasil, a Belle Époque situa-se entre 1889, data da proclamação da República, e 1922, ano da realização da Semana da Arte Moderna em São Paulo, sendo precedida por um curto prelúdio – a década de 1880 – e prorrogada por uma fase de progressivo esvaziamento, que perdurou até 1925.
     Seria impossível entender a Belle Époque brasileira fora de suas vinculações com a França. Na segunda metade do Século 19, cinco grandes exposições internacionais realizadas em Paris indicaram, aos pintores e escultores do mundo inteiro, a tendência estética mais em voga.
     A primeira dessas exposições, a de 1855, foi o decisivo confronto entre os adeptos do neoclássico Dominique Ingres e do romântico Eugène Delacroix, com a vitória final destes últimos – e, portanto, do Romantismo.
     Gustave Courbet, cujas obras tinham sido recusadas, ergueu, a pouca distância do recinto da mostra, seu próprio «Pavilhão do Realismo».
     Doze anos depois, o recusado de 1855 tornava-se o herói do dia: a Exposição de 1867 representou a vitória de Courbet e do Realismo, além de mostrar à Europa os pre-rafaelitas ingleses.
     Desta vez, o júri cortara Manet que, inconformado, também expôs em um pavilhão improvisado.
     A Exposição de 1878 marcou o início da consagração do Impressionismo. A de 1889, representou o triunfo dos simbolistas e, finalmente, a de 1900 assinalou a consagração do Art Nouveau.
     Nas três exposições acima citadas estiveram presentes pintores do Brasil. Na de 1878, Augusto Rodrigues Duares. Na de 1889, Henrique Bernardelli, medalha de bronze, e Manuel Teixeira da Rocha, grande medalha de ouro. Na de 1900, Pedro Américo, Pedro Weingartner e Eliseu Visconti, este último contemplado com medalha de prata.
     Essas medalhas, nem sempre correspondiam aos méritos do artista. Concebidas como gigantescos mostruários da indústria e do comércio franceses, visando a angariar novos mercados em países distantes, tais exposições costumavam conceder quase tantos prêmios quantos eram os expositores.
     Participando dessas exposições, simplesmente visitando-as, ou folheando seus catálogos, artistas de outras terras entraram em contato com a última moda artística, que os mais talentosos logo adotaram.
     Desse modo, decerto, foi que o Realismo, Impressionismo, Simbolismo, Pontilhismo e Art Nouveau – movimentos estéticos do período chamado Belle Époque atravessaram o Atlântico e chegaram às Américas e ao Brasil.
  
             
A França sempre
presente
Artistas brasileiros
premiados na França
Fonte: Arte no Brasil – Abril Cultural.

A Belle Époque

 
 
A Belle Époque é normalmente compreendida como um momento na trajetória histórica francesa que teve seu início no final do século XIX, mais ou menos por volta de 1880, e se estendeu até a eclosão da Primeira Guerra Mundial, em 1914. Mas, na verdade, não é possível demarcar tão rigorosamente seus limites, uma vez que ela é mais um estado espiritual do que algo mais preciso e concreto.
No Brasil, por exemplo, este período tem início em 1889, com a Proclamação da República, e vai até 1922, quando explode o Movimento Modernista, com a realização da Semana da Arte Moderna na cidade de São Paulo. A Belle Époque brasileira é, no entanto, instaurada lentamente no país, por meio de uma breve introdução que começa em meados de 1880, e depois ainda sobrevive até 1925, sendo aos poucos minada por novos movimentos culturais.
Esta era é até hoje relembrada como uma época de florescimento total do belo, de transformações, avanços e paz entre o território francês, onde este movimento se centralizou, e os países europeus mais próximos. Surgem novas descobertas e tecnologias, e o cenário cultural fervilha com o aparecimento dos cabarés, do cancan, do cinema. A face artística é subvertida com o nascimento do Impressionismo e da Art Nouveau. Em outras terras a arte e a arquitetura nascentes neste momento são conhecidas como obras de estilo ‘Belle Époque’.
No Brasil a ligação com a França é profunda nesta fase da História. Entre os membros da elite brasileira, era inconcebível não ir a Paris ao menos uma vez por ano, para estar sempre a par das mais recentes inovações. Em meados do século XIX, cinco importantes mostras internacionais organizadas na cidade-luz indicaram as novas inclinações estéticas aos artistas de todo o mundo.
Uma delas, a de 1855, revelou uma oposição entre os seguidores do neoclassicismo de Dominique Ingres e os do romantismo de Eugéne Delacroix. Este saiu vitorioso do embate, estendendo seu triunfo ao movimento cultural por ele representado. Nesta mesma exposição o artista Gustave Courbet, ao ver seus trabalhos rejeitados, montou próximo ao salão das obras expostas seu Pavilhão do Realismo. Em 1867 seus esforços são recompensados, pois neste ano ele e sua obra tornam-se o centro das atenções, com o êxito da escola realista.
Ao mesmo tempo, este período testemunhou a escalada do socialismo organizado e dos militantes operários. Os confrontos criados por este novo cenário, somados às controvérsias políticas então vigentes, geraram um posicionamento dos franceses entre a esquerda e a direita. Mesmo com esta tensão no ar, o contexto desta época é lembrado como a era dourada, subitamente abalada pelo início da Primeira Guerra Mundial.
Mudanças profundas marcam o cotidiano da Belle Époque, provocadas pelo aparecimento de novas tecnologias como o telefone, o telégrafo sem fio, o cinema, a bicicleta, o automóvel, o avião, entre outras invenções. Paris se torna o centro cultural mundial, com seus cafés-concertos, balés, operetas, livrarias, teatros, boulevards e a alta costura inspirando e influenciando várias regiões do Planeta. Toda a elite intelectual consome avidamente os livros de Baudelaire, Rimbaud, Verlaine, Zola, Anatole France e Balzac, uma referência existencial para os que estavam sintonizados com os ares da Belle Époque.
Fontes
http://pt.wikipedia.org/wiki/Belle_Époque
http://www.pitoresco.com.br/art_data/belle_epoque/index.htm

segunda-feira, 13 de junho de 2011

O PARADOXO DO NOSSO TEMPO

O Paradoxo do Nosso Tempo




Nós bebemos demais, gastamos sem critérios,
dirigimos rápido demais, ficamos acordados
até muito mais tarde, acordamos muito cansados,
lemos muito pouco, assistimos TV demais e raramente
vamos à igreja.
Multiplicamos nossos bens, mas reduzimos nossos valores.
Nós falamos demais, amamos raramente, odiamos freqüentemente.
Aprendemos a sobreviver, mas não a viver; adicionamos anos à nossa
vida e não vida aos nossos anos.
Fomos e voltamos à Lua, mas temos dificuldade em cruzar a rua e
encontrar um novo vizinho. Conquistamos o espaço, mas não o nosso próprio.
Fizemos muitas coisas maiores, mas pouquíssimas melhores. Limpamos o ar, mas poluímos a alma; dominamos o átomo, mas não nosso preconceito; escrevemos mais, mas aprendemos menos; planejamos mais, mas realizamos menos.
Aprendemos a nos apressar e não, a esperar. Construímos mais computadores para armazenar mais informação, produzir mais cópias do que nunca, mas nos comunicamos cada vez menos. Estamos na era do 'fast-food' e da digestão lenta; do homem grande de caráter pequeno; lucros acentuados e relações vazias.
Essa é a era de dois empregos, vários divórcios, casas chiques e lares despedaçados.
Essa é a era das viagens rápidas, fraldas e moral descartáveis, das rapidinhas, dos cérebros ocos e das pílulas 'mágicas'.
Um momento de muita coisa na vitrine e muito pouco na dispensa.
Lembre-se de passar tempo com as pessoas que ama, pois elas não estarão por aqui para sempre. Lembre-se dar um abraço carinhoso, não custa um centavo sequer. Lembre-se de dizer 'eu te amo', mas, em primeiro lugar, se ame... se ame muito. Um beijo e um abraço curam a dor, quando vêm de lá de dentro.

George Carlin

FERNANDO PESSOA

Fernando Pessoa



Sempre é preciso saber quando uma etapa chega ao final...
Se insistirmos em permanecer nela mais do que o tempo necessário, perdemos a alegria e o sentido das outras etapas que precisamos viver.
Encerrando ciclos, fechando portas, terminando capítulos. Não importa o nome que damos, o que importa é deixar no passado os momentos da vida que já se acabaram.
Foi despedida do trabalho? Terminou uma relação? Deixou a casa dos pais? Partiu para viver em outro país? A amizade tão longamente cultivada desapareceu sem explicações?
Você pode passar muito tempo se perguntando por que isso aconteceu....
Pode dizer para si mesmo que não dará mais um passo enquanto não entender as razões que levaram certas coisas, que eram tão importantes e sólidas em sua vida, serem subitamente transformadas em pó. Mas tal atitude será um desgaste imenso para todos: seus pais, seus amigos, seus filhos, seus irmãos, todos estarão encerrando capítulos, virando a folha, seguindo adiante, e todos sofrerão ao ver que você está parado.
Ninguém pode estar ao mesmo tempo no presente e no passado, nem mesmo quando tentamos entender as coisas que acontecem conosco.
O que passou não voltará: não podemos ser eternamente meninos, adolescentes tardios, filhos que se sentem culpados ou rancorosos com os pais, amantes que revivem noite e dia uma ligação com quem já foi embora e não tem a menor intenção de voltar.
As coisas passam, e o melhor que fazemos é deixar que elas realmente possam ir embora...
Por isso é tão importante (por mais doloroso que seja!) destruir recordações, mudar de casa, dar muitas coisas para orfanatos, vender ou doar os livros que tem.
Tudo neste mundo visível é uma manifestação do mundo invisível, do que está acontecendo em nosso coração... e o desfazer-se de certas lembranças significa também abrir espaço para que outras tomem o seu lugar.
Deixar ir embora. Soltar. Desprender-se.
Ninguém está jogando nesta vida com cartas marcadas, portanto às vezes ganhamos, e às vezes perdemos.
Não espere que devolvam algo, não espere que reconheçam seu esforço, que descubram seu gênio, que entendam seu amor. Pare de ligar sua televisão emocional e assistir sempre ao mesmo programa, que mostra como você sofreu com determinada perda: isso o estará apenas envenenando, e nada mais.
Não há nada mais perigoso que rompimentos amorosos que não são aceitos, promessas de emprego que não têm data marcada para começar, decisões que sempre são adiadas em nome do "momento ideal".
Antes de começar um capítulo novo, é preciso terminar o antigo: diga a si mesmo que o que passou, jamais voltará!
Lembre-se de que houve uma época em que podia viver sem aquilo, sem aquela pessoa - nada é insubstituível, um hábito não é uma necessidade.
Pode parecer óbvio, pode mesmo ser difícil, mas é muito importante.

Encerrando ciclos. Não por causa do orgulho, por incapacidade, ou por soberba, mas porque simplesmente aquilo já não se encaixa mais na sua vida.
Feche a porta, mude o disco, limpe a casa, sacuda a poeira. Deixe de ser quem era, e se transforme em quem é. Torna-te uma pessoa melhor e assegura-te de que sabes bem quem és tu próprio, antes de conheceres alguém e de esperares que ele veja quem tu és..
E lembra-te:
Tudo o que chega, chega sempre por alguma razão

Fernando Pessoa

sábado, 11 de junho de 2011

Revolução Russa de 1917



Revolução Russa de 1917


A Revolução Russa de 1917 foi uma série de eventos políticos na Rússia, que, após a eliminação da autocracia russa, e depois do Governo Provisório (Duma), resultou no estabelecimento do poder soviético sob o controle do partido bolchevique. O resultado desse processo foi a criação da União Soviética, que durou até 1991.
No começo do século XX, a Rússia era um país de economia atrasada e dependente da agricultura, pois 80% de sua economia estava concentrada no campo (produção de gêneros agrícolas).

Rússia Czarista

Os trabalhadores rurais viviam em extrema miséria e pobreza, pagando altos impostos para manter a base do sistema czarista de Nicolau II. O czar governava a Rússia de forma absolutista, ou seja, concentrava poderes em suas mãos não abrindo espaço para a democracia. Mesmo os trabalhadores urbanos, que desfrutavam os poucos empregos da fraca indústria russa, viviam descontentes com o governo do czar.
No ano de 1905, Nicolau II mostra a cara violenta e repressiva de seu governo. No conhecido Domingo Sangrento, manda seu exército fuzilar milhares de manifestantes. Marinheiros do encouraçado Potenkim também foram reprimidos pelo czar.
Começava então a formação dos sovietes (organização de trabalhadores russos) sob a liderança de Lênin. Os bolcheviques começavam a preparar a revolução socialista na Rússia e a queda da monarquia.

A Revolução compreendeu duas fases distintas:

  • A Revolução de Fevereiro de 1917(março de 1917, pelo calendário ocidental), que derrubou a autocracia do Czar Nicolau II da Rússia, o último Czar a governar, e procurou estabelecer em seu lugar uma república de cunho liberal.

Czar da Rússia Nicolau II
  • A Revolução de Outubro (novembro de 1917, pelo calendário ocidental), na qual o Partido Bolchevique, liderado por Vladimir Lênin, derrubou o governo provisório e impôs o governo socialista soviético.

1º presidente do Partido Bolchevique e líder da União Soviética Vladmir Ilitch Ulianov
Lênin

O Governo Provisório e o Soviete de Petrogrado

O Governo Provisório iniciou de imediato diversas reformas liberalizantes, inclusive a abolição da corporação policial e sua substituição por uma milícia popular. Mas os líderes bolcheviques, entre os quais estava Lenin, formaram os Sovietes (Conselhos) em Petrogrado e outras cidades, estabelecendo o que a historiografia, posteriormente, registraria como ‘duplo poder’: o Governo Provisório e os Sovietes.
Lenin foi o primeiro dirigente da URRS. Liderou os bolcheviques quando estes tomaram o poder do governo provisório russo, após a Revolução de Outubro de 1917 (esta sublevação ocorreu em 6 e 7 de novembro, segundo o calendário adotado em 1918; em conformidade com o calendário juliano, adotado na Rússia naquela época, a revolução eclodiu em outubro). Lenin acreditava que a revolução provocaria rebeliões socialistas em outros países do Ocidente.
Ao expor as chamadas Teses de abril, Lenin declarou que os bolcheviques não apoiariam o Governo Provisório, e pediu a união dos soldados numa frente que viesse pôr fim à guerra imperialista (I Guerra Mundial) e iniciasse a revolução proletária, em escala internacional, idéia que seria fortalecida com a propaganda de Leon Trotski. Enquanto isso, Alexandr Kerenski buscava fortalecer a moral das tropas.
No Congresso de Sovietes de toda a Rússia, realizado em 16 de junho, foi criado um órgão central para a organização dos Sovietes: o Comitê Executivo Central dos Sovietes que organizou, em Petrogrado, uma enorme manifestação, como demonstração de força.

O aumento do poder dos Bolcheviques

Avisado que seria acusado pelo Governo de ser um agente a serviço da Alemanha, Lenin fugiu para a Finlândia. Em Petrogrado, os bolcheviques enfrentavam uma imprensa hostil e a opinião pública, que os acusava de traição ao exército e de organização de um golpe de Estado. A 20 de julho, o general Lavr Kornilov tentou implantar uma ditadura militar, através de um fracassado golpe de Estado.
Da Finlândia, Lenin começou a preparar uma rebelião armada. Havia chegado o momento em que o Soviete enfrentaria o poder. Foi Trotski, então presidente do Soviete de Petrogrado, quem encontrou a solução: depois de formar um Comitê Militar Revolucionário, convenceu Lenin de que a rebelião deveria coincidir com o II Congresso dos Sovietes, convocado para 7 de novembro, ocasião em que seria declarado que o poder estava sob o domínio dos Sovietes.
Na noite de 6 de novembro a Guarda Vermelha ocupou as principais praças da capital, invadiu o Palácio de Inverno, prendendo os ministros do Governo Provisório, mas Kerenski conseguiu escapar. No dia seguinte, Teotski anunciou, conforme o previsto, a transferência do poder aos Sovietes.

O novo governo

O poder supremo, na nova estrutura governamental, ficou reservado ao Congresso dos Sovietes de toda a Rússia. O cumprimento das decisões aprovadas no Congresso ficou a cargo do Soviete dos Comissários do Povo, primeiro Governo Operário e Camponês, que teria caráter temporário, até a convocação de uma Assembléia Constituinte. Lênin foi eleito presidente do Soviete, onde Trotski era comissário do povo e ministro das Relações Exteriores e, Stalin, das Nacionalidades.


Líder da União Soviética Josef Stalin
Josef Stalin foi o dirigente máximo da União das Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS) de 1929 a 1953. Governou por meio do terror, embora também tenha convertido a URSS em uma das principais potências mundiais.
A 15 de novembro, o Soviete ou Conselho dos Comissários do Povo estabeleceu o direito de autodeterminação dos povos da Rússia. Os bancos foram nacionalizados e o controle da produção entregue aos trabalhadores. A Assembléia Constituinte foi dissolvida pelo novo governo por representar a fase burguesa da revolução, já que fora convocada pelo Governo Provisório. Em seu lugar foi reunido o III Congresso de Sovietes de toda a Rússia. O Congresso aprovou a Declaração dos Direitos do Povo Trabalhador e Explorado como introdução à Constituição, pela qual era criada a República Soviética Federativa Socialista da Rússia (RSFSR).

A guerra civil

O novo governo pôs fim à participação da Rússia na I Guerra Mundial, através do acordo de Paz de Brest-Litovsk assinado em 3 de março de 1918. O acordo provocou novas rebeliões internas que terminariam em 1920, quando o Exército Vermelho derrotou o desorganizado e impopular Exército Branco antibolchevique.
Lenin e o Partido Comunista Russo (nome dado, em 1918, à formação política integrada pelos bolcheviques do antigo POSDR) assumiram o controle do país. A 30 de dezembro de 1922, foi oficialmente constituída a União de Repúblicas Socialistas Soviéticas (URSS). A ela se uniriam os territórios étnicos do antigo Império russo.

Significado da palavra czar

A palavra czar, que se pronuncia-se “tzar”, tem suas origens no título de césar  que era concedido aos imperadores romanos, na Idade Antiga.
Na Idade Média, o título de czar era ostentado também por soberanos búlgaros e sérvios.

PARA APROFUNDAMENTO :


quarta-feira, 8 de junho de 2011

INDIGENAS NO BRASIL

FICHA COMPLEMENTAR RELACIONADA A ADIÇÃO DE CONHECIMENTOS BÁSICOS REFERENTES AOS INDIGENAS NO BRASIL
( OBJETIVO: INTRODUÇÃO DE BASES  VISANDO O ENEM )

OS PRIMEIROS HABITANTES DO BRASIL

Os indígenas foram os primeiros povos que habitaram as terras brasileiras, muito antes do português aqui ter chegado. Em um tempo muito distante, diferentes grupos indígenas buscavam sua alimentação na caça e na coleta de frutos e raízes. Os que viviam próximos ao litoral complementavam sua alimentação com a pesca. Retiravam da natureza o que ela lhes oferecia, garantindo o sustento e a sobrevivência do grupo. Eram grupos nômades, pois não se fixavam num só lugar. Estavam sempre mudando em busca de seu sustento.

  Os grupos humanos organizavam-se e relacionavam-se entre si e com a natureza de diferentes formas, de acordo com suas necessidades de sobrevivência.  Cada povo indígena tinnha  características próprias de organização: homens e mulheres tinham funções sociais bem definidas; a natureza masculina era por eles  compreendida como guerreira e com aptidão para as artes da guerra; aos guerreiros cabia proteger a tribo, mulheres, crianças e idosos. A morte, para os homens indígenas, só era considerada honrosa quando acontecia na luta, na guerra com grupos inimigos. Essa forma de compreender as coisas dava aos guerreiros uma condição de superioridade em relação aos demais do grupo. Além da guerra, cabia aos homens as tarefas que exigiam força física, como caçar animais ou preparar a terra para o plantio.


          A extração de matéria-prima da natureza e produção para o sustento do grupo eram tarefas das mulheres. Entre os diferentes grupos indígenas, as atividades realizadas pelas mulheres eram leves, portanto consideradas inferiores à guerreira, que exigia força física. A mulher coletava frutos e raízes, preparava o alimento, cuidava dos filhos e em algumas comunidades amazônicas ainda semeava, plantava e colhia os alimentos.

POSSÍVEIS ORIGENS DOS INDÍGENAS DAS AMÉRICAS

 Quando e de onde vieram os primeiros habitantes do continente americano? A resposta não é tão simples. Cientistas e pesquisadores arqueológicos estão até hoje buscando uma resposta convincente e comprovada. Inúmeras pesquisas já foram realizadas, mas os estudiosos
não chegaram a um acordo. O único ponto em que não há discordância é de que o homem americano não é originário das Américas. E, nesse sentido, existem algumas teorias. A mais aceita entre os estudiosos é a que propõe que a América teria sido povoada por três ondas migratórias, todas vindas da Ásia, entre 10 a 15 mil anos atrás, que seriam:

Na primeira migração, povos do nordeste asiático (norte da China, Coréia, Japão) atravessaram o estreito de Bering numa época de congela-mento da região (glaciação) que uniu a Sibéria (Ásia) ao Alasca. Essa migração teria dado origem a todas as tribos indígenas da América do Sul, Central e grande parte daquelas da América do Norte.

A segunda migração deu origem às tribos nômades da região noroeste da América do Norte.

A terceira migração teria originado os povos esquimós que habitam a região ártica do Pólo Norte.


Já outras teorias levantam a hipótese de que mais duas correntes migratórias teriam povoado as Américas: uma, de antigos navegadores provenientes dos arquipélagos da Melanésia e Polinésia, no Oceano Pacífico, chegando até a América do Sul; a outra, que pode ter vindo da Austrália e ter atingido a América na região da Antártida. Observe no mapa ilustrativo acima a representação dessas hipóteses.
Pesquisas mais recentes levantaram outra possibilidade: de que um grupo teria se deslocado da África para a Ásia e daí
para a América, por volta de 15 mil anos atrás, tendo assim características negróides.

 Quanto à época, não há nenhuma concordância. A idade dos fósseis humanos mais antigos encontrados na América varia entre 12 a 15 mil anos atrás. No entanto, a arqueóloga brasileira Niéde Guidon afirma ter datado restos de fogueiras humanas com mais de 35 mil anos no estado do Piauí. Mas grande parte da comunidade científica e arqueológica norte- americana não aceita essa hipótese por não haver
comprovação de fósseis humanos.

     Você pode estar se perguntando: mas afinal de contas, entre tantas teorias, qual é a mais verdadeira? As pesquisas científicas arqueológicas procuram confirmar suas teorias, e as que relatamos acima são as mais aceitas, porém ainda estão sendo comprovadas. No entanto, uma coisa é certa: somente essas diferentes migrações e povos podem explicar a enorme diversidade de culturas indígenas que dominavam o continente americano, dos Esquimós aos Maias, até os grupos do Brasil. Enquanto uns povos eram nômades e viviam somente da caça e da coleta, outros já praticavam agricultura avançada e faziam grandes construções, como os Maias, Olmecas, Astecas e Inças.

     A cada dia, contudo, novas pesquisas nos trazem mais achados e perguntas. E isso é o marco da ciência: uma teoria pode ser substituída por outra mais fundamentada. Nada é para sempre.

POVOS CAÇADORES E COLETORES

Provavelmente, os primeiros habitantes do Brasil que viviam há milhares de anos nos campos do sul e sudeste, no Brasil central e no nordeste eram povos caçadores. Como ainda não haviam desenvolvido a agricultura, viviam somente da caça, pesca e coleta de frutos e raízes. Eram o que
chamamos de povos nómades. Aqueles que habitavam os campos do sul tornaram-se habilidosos caçadores.

Utilizavam-se da pedra, do osso e da madeira abundante na região para fabricarem seus instrumentos de caça. Arco e flecha eram seus principais instrumentos. Nas pontas das flechas eram colocadas pedras pontiagudas para penetrar e fixar-se no animal a ser caçado com mais facilidade.

Como precisavam continuamente deslocar-se quando os recursos da região habitada se esgotavam, não construíam moradias. Vivendo como nómades, dormiam e comiam a céu aberto ou, temporariamente, em cavernas que encontravam pelo caminho. As pinturas rupestres encontradas em cavernas brasileiras fornecem pistas para entendermos o modo de ser e viver dos antigos habitantes desse território. Seus desejos, seus medos, suas vitórias e derrotas estão ainda presentes nessas pinturas.

O POVO DAS CONCHAS

Na região litorânea brasileira, habitaram outros grupos indígenas. A base de sua alimentação era obtida pela pesca. Diferente dos povos caçadores, o povo indígena do litoral tinha abundância de alimentos, o que lhe permitiu a fixação na região por um tempo maior, isto é, tornaram-se seminômades. No local onde se estabeleciam, construíam suas habitações e enterravam seus mortos. Esses locais são conhecidos como sambaquis ou concheiras, pois ali eles iam depositando no chão as conchas dos moluscos que comiam. Ao longo dos anos, formavam-se verdadeiras montanhas de material orgânico. Esses sambaquis têm servido para os arqueólogos, historiadores e antropólogos descobrirem um pouco mais sobre como viviam e se organizavam esses grupos indígenas.

Os povos dos sambaquis eram excelentes artesãos. Fabricavam seus instrumentos e objetos utilizando pedras e ossos como matéria-prima. Com o osso, faziam pontas para flechas, arpões, anzóis e facas. Com a pedra, esculpiam machados, panelas e pilões, além de produzirem esculturas
representando animais da região ou formas humanas.

OS PRIMEIROS POVOS DE AGRICULTORES

Aproximadamente há 4 mil anos, o indígena da Amazónia aprendeu a plantar, possivelmente
comos índios habitantes da Cordilheira dos Andes ou ca América Central. Dessas regiões, trouxeram produtos como milho, feijão, tabaco e algodão, e aqui desenvolveram suas própriasculturas.Mais tarde, introduziram o cultivo de plantas corantes, medicinais, de palmeiras e da mandioca.

Vivendo ao longo das margensdo rio Amazonase aproveitando-se dos lecursos da
região, desenvolveram também a arte dacerâmica.Essas atividades proporcionaram a fixação dos grupos indígenas da Amazônia no local, tornando-os sedentários. Os Marajoara, um dos povos da região, construíam suas habitações em cima de morros artificiais, às margens dos rios, possivelmente para evitar as inundações.
        
Algumas sociedades eram bastante numerosas e possivelmente tinham organização social mais complexa que as dos demais grupos de caçadores e coletores. Os estudos arqueológicos sobre esses povos estão apenas no começo, por isso temos poucas informações consistentes sobre eles.

O INDÍGENA E A EXPLORAÇÃO DA NATUREZA

Ao ser "descoberto", em 1500, o Brasil apresentava-se como um espaço indiferenciado, isto é, um espaço em que as condições naturais não tinham sofrido grandes modificações pela ação do homem e que ainda se encontrava subpovoado. Na verdade, admite-se que por toda a extensão do país viviam cerca de quatro a seis milhões de indígenas ainda em plena Idade da Pedra Polida, os quais
não conheciam a escrita e desenvolviam apenas uma atividade econômica de subsistência. Pouco numerosos, viviam numa economia natural, obtendo alimentos através da caça, pesca e coleta de frutos silvestres, fazendo, para o auto-abastecimento, uma pequena agricultura de produtos tropicais, como a mandioca, o milho e o feijão. Não possuíam animais domésticos, mas na floresta e nos rios obtinham alimentação em grande quantidade durante todo o ano.

Assim, nas florestas, nas caatingas e nos cerrados eram abundantes as aves, os macacos de várias espécies, os mamíferos de porte médio, como a anta, o porco-espinho, o veado, a onça, o tamanduá e uma série de pequenos mamíferos roedores. A pesca era abundante nos rios, nos lagos e no mar; nos estuários, em que há mistura de água doce dos rios com água salgada do mar, conseguiam
crustáceos de várias espécies, além dos peixes do mar que na época da desova costumavam subir os rios.

Vivendo em uma economia de auto-abastecimento, é natural que os indígenas não tivessem desenvolvido uma importante atividade comercial entre as várias tribos, o que também não estimulava a formação de condutos de pessoas e de mercadorias; não havia estradas, sendo os caminhos verdadeiras trilhas no meio da floresta. Daí podermos classificar o espaço brasileiro, nesse período, como um espaço indiferenciado.
        
As tribos, vivendo da caça, pesca e coleta, necessitavam de grandes áreas, a fim de se abastecerem;
faziam migrações sazonais, sobretudo na época da safra de certos frutos, abundantes em outras regiões, como no litoral nordestino onde era freqüente o caju, fruto muito rico em vitamina C e que curava certas moléstias que atacavam os índios, como o escorbuto. Elas agregavam em tabas um
número relativamente grande de indivíduos que obedeciam a um chefe - o cacique - e respeitavam uma autoridade religiosa - o pajé. Um conselho de anciãos funcionava, quase sempre, como órgão de assessoramento ao cacique. As tabas eram formadas por uma série de habitações coletivas -
as ocas - que se dispunham em círculo, em torno de uma área central. Em cada oca viviam dezenas de indígenas sem separação por sexo ou família. A família indígena era poligâmica, podendo o homem possuir, ao mesmo tempo, várias esposas. Não havia uma apropriação individual da terra, sendo as áreas de caça de propriedade da tribo. Cada família fabricava os utensílios de que necessitava, havendo uma grande sobrecarga de trabalho sob a responsabilidade das mulheres, já que os homens se consideravam sobretudo guerreiros e caçadores, admitindo que os trabalhos agrícolas cabiam às mulheres.
         
Quando duas tribos se desentendiam, devido à demarcação de áreas de caça e de pesca ou por outros fatores, havia, geralmente, a guerra; os indígenas, não tendo ainda atingido um estágio de economia agrícola, não costumavam escravizar os vencidos, por isso matavam ou devoravam os mais valorosos, aqueles que durante a luta e após a derrota demonstravam coragem. Alguns povos
indígenas eram, portanto, antropófagos ou canibais.

Os estudiosos, baseados sobretudo na língua que os indígenas falavam, costumam agrupá-los em grandes nações: os tupis, habitantes do litoral, da região do Rio da Prata e do Baixo Amazonas; os gês ou tapuias, habitantes do interior; os cariris, do sertão do Nordeste; os nu-aruaques, da Amazônia ocidental e da Ilha de Marajó e os caribes, do Planalto Guiano. Grupos menores ainda ocupavam outras áreas do atual território brasileiro.


DOMÍNIO E EXTERMÍNIO

As doenças trazidas pelos portugueses contribuíram para a dizimação dos indígenas. É claro que os portugueses não sabiam, na época, que tinham essa poderosa arma. Os nativos, além de desconhecer tais doenças, não tinham imunidade contra elas, pois nunca as haviam tido. Morriam facilmente após adquirirem doenças como varíola, sarampo, gripe, entre outras. Acredita-se que grande parte dos indígenas morreu dessas doenças já nos primeiros contatos com os brancos. Além das enfermidades, as armas de que os portugueses dispunham, em relação às dos indígenas, lhes
garantiram superioridade bélica, mesmo sendo em menor número. Os portugueses tinham armas de fogo e utilizavam-se de cavalos, enquanto o índio combatia a pé e com arco e flecha.

     É importante compreender que a dizimação da população indígena ao longo da história do Brasil se deu pelos seguintes motivos:

As guerras e os conflitos com os brancos e mestiços em geral;

As doenças e epidemias arrasadoras contraídas dos colonizadores;
O processo de aculturação: a cultura indígena foi pouco a pouco sendo sufocada, negada ou
descaracterizada pelo mundo branco. Muitos índios incorporaram a cultura dominante branca e perderem sua identidade cultural, seus hábitos, costumes e religiosidade.

O processo de mestiçagem, que foi ocorrendo ao longo do tempo, deu uma característica própria à sociedade brasileira. A cultura indígena se faz ainda fortemente presente, seja nos hábitos alimentares, como os subprodutos da mandioca; na roça de subsistência do caboclo; na rede de
dormir, espalhada por todo o país; na crença em bons e maus espíritos; nas histórias e lendas como o saci-perêre, boitatá, curupira, boto cor-de-rosa, entre outras, tão fertilmente
conservadas em nossa tradição e imaginário popular.

Também está fortemente presente no espírito de liberdade e insubmissão do caboclo e do mestiço ao trabalho escravo nas grandes lavouras extensivas de cana, café e algodão ao
longo da história.

 Hoje, os índios formam uma população de menos de 300 mil habitantes, compreendendo índios aculturados que vivem no meio civilizado, praticamente afastados dos seus costumes e hábitos; índios que vivem em reservas sob a proteção da FUNAI (Fundação Nacional do Índio); índios que
vivem nas grandes reservas, como no Parque Nacional do Xingu e que mantêm contato com o homem branco e, finalmente, aqueles que pertencem a algumas tribos que ainda não entraram em contato com o homem civilizado.